quarta-feira, 3 de abril de 2019

III Oficina de Turismo de Base Comunitária (TBC)

Ocorreu na manhã do dia 30 de março de 2019, na Escola Estadual Professora Maria Cristina Botelho, município de Porto Grande-AP, a III Oficina de Turismo de Base Comunitária da Floresta Nacional do Amapá, realizada pela equipe de gestão da Floresta Nacional do Amapá (FLONA-ICMBio). A oficina teve como objetivo específico criar um roteiro turístico para a região. A oficina contou com 14 participantes, todos moradores da Bacia do Alto Rio Araguari.


Participantes. (Foto: Estefany Furtado)
A oficina iniciou às 09h00m com as apresentações iniciais e com o resgate da oficina anterior. Em seguida foi relembrado o conceito de Recursos Turísticos e depois foi  levantado os recursos turísticos da região através de uma chuva de ideias com os participantes. Foram citados principalmente cachoeiras, corredeiras e locas de banho nos rios, trilhas na região, os usos que a comunidade faz dos recursos da floresta, as atividades produtivas e suas moradias, pontos de pesca. Também se realizou um levantamento dos serviços que devem ser oferecidos ao visitantes e quem estaria disposto a fornecê-los . Há moradores que estariam dispostas a fornecer hospedagem, alimentação, transporte e condução, já existindo alguns que já ofertam tais serviços.

Foi realizado, buscando conhecer melhor a região através da visão dos próprios moradores e para subsidiar a construção dos roteiros, um mapeamento de onde estariam cada recurso e serviço dentro do território.



Mapa de recursos e serviços turísticos. Produção: Charly Sanches. (Foto: Érico Kauano)
A atividade final foi a construção de roteiros para a região. Primeiro, o mediador fez uma fala sobre o conceito de roteiro, apresentando exemplos da Turiarte, cooperativa da Resex Tapajós Arapiuns, da empresa macapaense Amapá Ecocamping e do projeto Serras Guerreiras de Tapuruquara, na região do Médio Rio Negro. Após explicação do que seria um roteiro básico, os participantes definiram que, a partir da experiência deles, deveriam produzir um roteiro de 03 dias e um de 05 dias. 


Facilitação Gráfica. Produção: Charly Sanches. (Foto: Érico Kauano)
O primeiro roteiro, de 03 dias, teria 02 dias no Rio Araguari e o último dia no rio Falsino, permanecendo na região onde estão as moradias. Haveria atividades de banho, caminhada e visitas as casas e atividades realizadas pelos comunitários. O roteiro de 05 dias seria indicado para pessoas com interesse em ecoturismo de aventura, já que o deslocamento seria maior, acessando regiões mais isoladas, tendo como destino cachoeiras mais distantes, com visita aos moradores e outras atividades.

Links:

Resex Tapajós Arapiuns (https://turiarteamazonia.wordpress.com/




sexta-feira, 1 de março de 2019

II Oficina de Turismo de Base Comunitária (TBC)

Na manhã do dia 22 de fevereiro de 2018, no Centro de Idosos do município de Porto Grande-AP foi realizada a II Oficina de Turismo de Base Comunitária (TBC) pela equipe de gestão da Floresta Nacional do Amapá. Com o objetivo principal de discutir sobre os diferentes perfis de turistas e como atendê-los, participaram 14 moradores da Bacia do Alto Rio Araguari.


Após as apresentações iniciais e resgate da oficina anterior, os participantes disseram o que gostariam de fazer se eles estivessem viajando como turistas. Foram vários desejos diferentes, mas em geral, eram coisas diferentes do que se faz no dia a dia e que eles buscavam além de atividades, sensações, sentimentos e experiências.



Participantes da Oficina (Foto: Érico Kauano)

Em seguida, apresentou 05 fotos de um monumento natural localizado em um parque dos Estados Unidos, com diferentes quantidades de pessoas. Os participantes deveriam dizer em que situação eles gostariam de visitar esse local. A maior parte preferiu quando o local estava mais vazio, mas alguns disseram que só ficariam ali se tivesse mais pessoas, pois então teriam um sentimento de segurança. Isso mostra como as percepções das pessoas (seja turista, seja morador) são diferentes e que temos que ter isso em mente quando estamos trabalhando com turismo.


A principal atividade do dia foi em grupo, cada equipe recebeu um texto com o corpo de um email fictício solicitando uma visita à região e era necessário fazer um desenho desse grupo e propor um esboço de roteiro turístico para atender suas demandas. Os textos tinham grupos turísticos com perfis, necessidade, tempo de permanência diferentes para que propostas variadas fossem construídas.
Facilitação Gráfica - Produção: Charly Sanches (Foto: Érico Kauano)
Após as apresentações percebeu-se que já existe um roteiro básico na região, inclusive havendo moradores com experiência de atendimento. Também revelou que os serviços são oferecidos por mais de um comunitário, sendo uma região rica em possibilidades para criação de roteiros.
No final, fez-se uma apresentação de slides explicando alguns conceitos como Segmento Turístico e Tipos de Visitação em Unidade de Conservação. Também se mostrou alguns dados de perfil de visitantes de ecoturismo no Brasil e perfil de hóspedes em Macapá.


Finalizando a apresentação, discutiu-se a definição de Recurso Turístico e os participantes ficaram responsáveis por fazer levantamento desses recursos na região. Um formulário foi distribuído para facilitar essa atividade.


A próxima oficina está planejada para a segunda quinzena de março com o tema Roteiro Turístico.

Arquivos:

Apresentação - Percepção dos visitantes

Texto - Correio eletrônico de turistas (fictícios)

Apresentação - Conceitos

Formulário - Recursos Turísticos
 

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Oficina de Turismo de Base Comunitária é realizada em Porto Grande-AP

Ocorreu na manhã do dia 15 de dezembro de 2018, no município de Porto Grande-AP a primeira oficina de Turismo de Base Comunitária (TBC) realizada pela equipe de gestão da Floresta Nacional do Amapá. A oficina teve como objetivo introduzir a temática aos moradores da região, bem como compreender o entendimento dos mesmos acerca do TBC e suas expectativas.

No primeiro momento da oficina, todos os participantes expuseram, através de frases curtas, quais suas expectativas com o Turismo de Base Comunitária. Foram citados como expectativas frases relacionadas, principalmente, à melhoria de renda através da atividade e apresentar ao público externo a realidade local e vivência dos moradores do Araguari.

Num segundo momento buscou-se verificar qual a compreensão dos participantes acerca do tema abordado. Foi comum em alguns posicionamentos que a comunidade estaria inclusa no processo e seria protagonista do mesmo. Para finalizar a intenção de construir coletivamente um conceito, foram apresentados dois vídeos com experiências de Turismo de Base Comunitária (O primeiro vídeo foi o "Uma Experiência Única" (https://www.youtube.com/watch?v=mY5hoLP3_9Q), realizado pela ONG Saude e Alegria, na Reserva Extrativista Tapajós-Arapiúns e Floresta Nacional do Tapajós, no oeste paraense. O segundo foi o "Rede Cearense de Turismo Comunitário Tucum - Prêmio FBB de TS 2011" (https://www.youtube.com/watch?v=NsCxC-L5r-E), realizado pela Fundação Banco do Brasil em que se apresente a Rede Tucum e como surgiu o projeto de TBC na região litorânea do Ceará) e, posterior a isso, os participantes expuseram o que puderam compreender melhor sobre a prática do TBC, que foi muito relacionado a necessidade de uma organização comunitária.

A terceira etapa da oficina buscou, através da visão dos participantes, quais são as vantagens/facilidades e as desvantagens/dificuldades para a realização da atividade na região. Os mesmos apresentaram os potenciais da região que atrairiam turistas, bem como situações internas e externas que dificultam a implantação.

Facilitação Gráfica do processo. Foto: Charly Sanches.


Como último momento de construção, os participantes expuseram, através de papéis que representavam suas mãos, o que já fizeram pelo turismo na região e o que podem fazer futuramente. Muitos apontaram já terem recebido turistas na sua casa, cozinhado ou acompanhado em trilhas. Outros afirmaram não terem tido qualquer tipo de experiência. Com a explanação do que já tinha sido feito enquanto oferta de serviços turísticos, foi possível traçar uma linha do tempo da região e com a explanação do que pode ser feito, foi possível criar um quadro de metas.

Participantes e equipe facilitadora. Foto: Sueli Pontes.

Com um público de 22 participantes, sendo estes comunitários residentes no curso do Rio Araguari (Floresta Nacional do Amapá e Floresta Estadual do Amapá e Assentamento Manoel Jacinto), guias turísticos e Guarda Parques, a oficina foi a primeira de outras que já estão previstas para ocorrerem mensalmente. A Gestão da Unidade pretende ajudar os comunitários a construírem o melhor modelo de turismo pra região e o melhor modelo de organização comunitária, apoiando e fortalecendo a atividade como opção de modelo socioeconômico para a região do Araguari.

Durante o evento foi apresentado o documento "Turismo de Base Comunitária em Unidades de Conservação Federais - Princípios e Diretrizes 2018" (http://www.icmbio.gov.br/portal/images/stories/comunicacao/publicacoes/turismo_de_base_comunitaria_em_uc_2017.pdf), que tem como objetivo estabelecer um marco referencial para o TBC nas UC Federais.

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Elaboração do Perfil da Família Beneficiária



   A Floresta Nacional do Amapá (Flona Amapá) está elaborando o Perfil da Família Beneficiária dessa Unidade de Conservação (UC). Esse processo faz parte da busca do ICMBio por definir e identificar as populações e comunidades tradicionais das UC Federais de Uso Sustentável (Resex, RDS e Flona), o que subsidiará a formulação de políticas públicas voltadas para fortalecer seus modos de organização social, valorizar os saberes tradicionais e melhorar a qualidade de vida dessas comunidades.
   Reuniões e oficinas estão sendo realizadas segundo os passos definidos pela Instrução Normativa ICMBio nº 35 de 2013.
   Inicialmente, durante a XII Reunião Ordinário do Conselho Consultivo, realizada em 11 de junho de 2018, se definiu o Grupo de Acompanhamento (GA), com a seguinte composição:


   Esse grupo, participou de uma reunião, no dia 13 de julho de 2018, no Centro Comunitário de Ação Social de Porto Grande, com o apoio da Consultora Katia Barroso, para reforçar o papel desse grupo na elaboração do perfil e compartilhar informações sobre as principais questões a serem levantadas durante a oficina comunitária, que seria realizada no dia seguinte.

 (Créditos: Brenda Cunha)                                       
   No dia 14 de julho, no mesmo local e mediada pela consultora, foi realizada a Oficina Comunitária com os moradores e pescadores do Rio Araguari, residentes no interior e entorno da Flona do Amapá. Através de metodologias participativas, os comunitários estabeleceram as principais características da família beneficiária da UC, além de se discutir as principais questões relativas ao uso dos recursos naturais dessa região.




 (Créditos: Brenda Cunha)                                       
   As partir dessas informações, Kátia apresentou no dia 16 de julho, ao GA, no Escritório do ICMBio em Macapá, uma minuta da Portaria que estabelecerá o Perfil. Nessa reunião, pode-se discutir o texto da portaria e sugerir as próximas ações.

(Créditos: Sueli Pontes)                                       
   Agora, a consultora apresentará um relatório contado todo esse processo, que será  encaminhado a sede do ICMBio em Brasília para análise. Quando voltar, as propostas deverão ser apresentadas ao Conselho Consultivo da Flona para apreciação.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

XII Reunião Ordinária do Conselho Consultivo



   A Floresta Nacional (Flona) do Amapá organizou a XII Reunião Ordinária do Conselho Consultivo dessa Unidade de Conservação (UC). Ela foi realizada no dia 11 de junho de 2018, no Auditório do Escritório do ICMBio em Macapá.
   O Conselho não se reunia desde o ano de 2014, mas foi reativado nesse encontro, contando com a participação de 13 instituições membros. Além de conselheiros titulares e suplentes, estavam presentes vários parceiros e convidados para a reunião.
   A reunião foi aberta pela Chefe Substituta do ICMBio Amapá Central, Fernanda Colares, e foi realizada a leitura da ata da reunião anterior, para sua aprovação.
   O principal tema abordado foi a Elaboração do Perfil da Família Beneficiária da Flona, através de uma apresentação sobre esse processo e da instituição do Grupo de Acompanhamento com 05 integrantes da comunidade mais a chefia do ICMBio Amapá Central.
   Em seguida, Fernanda apresentou a criação do Núcleo de Gestão Integrada ICMBio Amapá Central, que cria um novo modelo de gestão para a Flona e para o Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, reunindo suas equipes e recursos e propiciando uma gestão ambiental mais regional para essas UC. Falou também sobre a necessidade de integrar os conselhos dessas duas áreas protegidas, processo que será iniciado posteriormente.
   Para finalizar a reunião, Christoph Jaster, chefe do NGI Amapá Central, falou sobre os desafios da gestão.
   A próxima reunião tem previsão para ocorrer no mês de novembro desse ano.